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Finlândia cria sensor que detecta energia menor que um zeptojoule

Uma equipe de cientistas na Finlândia detectou um pulso de energia menor que um zeptojoule, menos de um trilionésimo de um bilionésimo de joule. Isso é aproximadamente a energia necessária para levantar uma única hemácia por um...

Uma equipe de cientistas na Finlândia detectou um pulso de energia menor que um zeptojoule, menos de um trilionésimo de um bilionésimo de joule. Isso é aproximadamente a energia necessária para levantar uma única hemácia por um nanômetro na gravidade da Terra. A medição é um dos menores sinais de energia já registrados.

Um sensor feito de dois tipos de metal

O dispositivo é um calorímetro, um instrumento que mede mudanças minúsculas no calor. Pesquisadores da Universidade Aalto, junto com a empresa de computação quântica IQM e o Centro de Pesquisa Técnica da Finlândia (VTT), construíram o sensor a partir de uma combinação de supercondutores e condutores normais. Supercondutores permitem que a eletricidade flua sem resistência. Condutores normais a resistem. Essa mistura torna a supercondutividade frágil. Mesmo um leve aumento na temperatura a enfraquece imediatamente. A equipe enviou um pulso de micro-ondas para o sensor e filtrou cuidadosamente o sinal. Eles confirmaram que detectaram um pulso eletromagnético de 0,83 zeptojoules. Segundo os pesquisadores, esta é a primeira vez que um dispositivo calorimétrico atinge tal sensibilidade.

Por que isso importa para computadores quânticos e matéria escura

O avanço pode eventualmente permitir que cientistas contem fótons individuais, um objetivo de longa data na tecnologia quântica e na astrofísica. Fótons são as partículas que carregam luz, e contá-los um a um daria aos pesquisadores um novo nível de controle sobre sistemas quânticos. A mesma precisão pode ajudar a melhorar computadores quânticos, que dependem da manipulação de estados de energia minúsculos. O sensor também pode ajudar a detectar partículas de matéria escura do espaço. A equipe quer tornar o sistema capaz de medir sinais que chegam a qualquer momento, o que é importante para detectar áxions de matéria escura.

O que vem a seguir

A pesquisa foi liderada pelo Professor da Academia Mikko Möttönen na Universidade Aalto. As descobertas foram publicadas na revista Nature Electronics. O sensor opera em temperaturas ultrafrias e depende da natureza frágil da supercondutividade. A equipe diz que o próximo passo é fazer o detector funcionar com tempo de entrada arbitrário. Isso abriria portas para aplicações práticas em computação quântica e na busca por matéria escura. Por enquanto, o sensor é um recorde em sensibilidade, uma ferramenta que pode medir energia em uma escala que antes estava fora de alcance.

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