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Observatório chinês encontra acelerador de partículas mais poderoso do universo

Um observatório chinês detectou o que parece ser o acelerador de partículas mais poderoso do universo, um fenômeno natural que supera qualquer coisa construída na Terra. A descoberta, feita por pesquisadores do Observatório de...

Um observatório chinês detectou o que parece ser o acelerador de partículas mais poderoso do universo, um fenômeno natural que supera qualquer coisa construída na Terra. A descoberta, feita por pesquisadores do Observatório de Chuveiros de Ar de Grande Altitude na China, aponta para uma fonte cósmica que lança partículas a energias nunca antes vistas.

Um acelerador natural além da engenharia humana

O observatório, localizado no planalto tibetano, registrou raios gama de ultra-alta energia vindos de uma região da Via Láctea. Essas partículas carregam energias na faixa de petaeletronvolts, superando em muito o que o Grande Colisor de Hádrons pode produzir. A fonte parece ser um pulsar, uma estrela de nêutrons em rotação rápida, cercada por uma nebulosa de partículas carregadas.

Cientistas locais na China ficaram surpresos com a descoberta, pois ela sugere que a natureza pode acelerar partículas a energias milhões de vezes maiores do que as máquinas feitas pelo homem. O pulsar, chamado LHAASO J0341+5253, está a cerca de 14.000 anos-luz da Terra. Sua descoberta foi publicada na revista Physical Review Letters e já gerou intenso debate entre astrofísicos.

Por que isso importa para entender o cosmos

Por anos, pesquisadores se perguntaram de onde vêm os raios cósmicos, as partículas de alta energia que caem na Terra. A nova observação fornece uma resposta clara: pulsares podem atuar como aceleradores naturais de partículas, impulsionando elétrons e pósitrons a velocidades extremas. Os raios gama detectados pelo observatório são o subproduto dessas partículas interagindo com luz e campos magnéticos.

A descoberta também desafia modelos existentes de como os pulsares funcionam. Anteriormente, os cientistas pensavam que pulsares só poderiam acelerar partículas a energias mais baixas, mas esta descoberta mostra que eles podem alcançar a escala de petaeletronvolts. Isso significa que o universo tem um mecanismo embutido para criar partículas muito mais energéticas do que qualquer colisor na Terra.

Uma nova janela para a física extrema

O observatório chinês, que começou suas operações completas em 2021, é projetado para capturar esses eventos raros e de alta energia. Sua localização a 4.410 metros acima do nível do mar dá uma visão clara do céu, e seu conjunto de detectores cobre uma vasta área. A equipe por trás da descoberta diz que o pulsar é apenas uma das muitas fontes potenciais que ainda serão encontradas.

Para o povo da China, essa conquista é um motivo de orgulho, pois coloca o país na vanguarda da pesquisa de raios cósmicos. Mas o significado vai além das fronteiras nacionais. A descoberta abre um novo capítulo na astrofísica, mostrando que o universo ainda guarda surpresas que podem reescrever livros didáticos.

À medida que mais dados chegam do observatório, os cientistas esperam encontrar aceleradores ainda mais extremos. O universo, ao que parece, tem conduzido seus próprios experimentos de física de partículas por bilhões de anos, e só agora estamos começando a ver os resultados.

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