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Uma pequena galáxia azul está remodelando toda a sua vizinhança cósmica

Uma pequena galáxia azul do início do universo não está apenas parada no espaço. Ela está transformando ativamente as galáxias ao seu redor, remodelando toda a sua vizinhança de maneiras que os astrônomos raramente viram antes...

Uma pequena galáxia azul do início do universo não está apenas parada no espaço. Ela está transformando ativamente as galáxias ao seu redor, remodelando toda a sua vizinhança de maneiras que os astrônomos raramente viram antes.

Uma Surpresa do Telescópio Hubble no Espaço Profundo

O Telescópio Espacial Hubble da NASA capturou essa cena enquanto estudava uma região do céu na constelação de Fornax. A galáxia, conhecida como GS 5001, está a cerca de 12 bilhões de anos-luz da Terra. Isso significa que a vemos como era quando o universo tinha apenas cerca de 1,8 bilhão de anos. O que surpreendeu os pesquisadores não foi a galáxia em si, mas o que ela está fazendo com seus arredores. A GS 5001 está emitindo radiação ultravioleta intensa. Essa radiação está aquecendo e removendo gás de galáxias menores próximas, efetivamente interrompendo sua capacidade de formar novas estrelas.

Por que os Astrônomos a Chamam de Transformadora de Vizinhança

As galáxias geralmente evoluem isoladamente ou através de colisões dramáticas. A GS 5001 está fazendo algo diferente. Ela está agindo como uma valentona cósmica, mas sutil. Sua radiação é tão forte que está ionizando o gás em galáxias anãs vizinhas. Quando o gás é ionizado, ele não consegue esfriar e colapsar para formar estrelas. Então essas galáxias menores estão sendo congeladas no tempo, impedidas de crescer. O efeito é chamado de "extinção ambiental" e geralmente é visto em aglomerados densos de galáxias, não no universo esparso primitivo. Este é um dos exemplos mais claros de uma única galáxia pequena impulsionando esse processo.

O Que Isso Significa para Entender a Formação de Galáxias

A descoberta é importante porque desafia suposições sobre como as primeiras galáxias cresceram. Os astrônomos achavam que as galáxias primitivas cresciam principalmente se fundindo umas com as outras. A GS 5001 mostra que até mesmo uma galáxia de tamanho modesto pode influenciar suas vizinhas à distância, usando apenas luz. A galáxia tem apenas cerca de um décimo da massa da nossa Via Láctea, mas está remodelando seu canto do cosmos. A descoberta veio de um levantamento do Hubble chamado Ultraviolet Ultra Deep Field, que observa galáxias em luz ultravioleta. Esse comprimento de onda é chave porque revela as estrelas jovens e quentes que produzem a radiação que causa o dano.

Esta não é uma história sobre destruição. É uma história sobre influência. A GS 5001 não está matando galáxias. Ela está mudando seus futuros. As galáxias menores sobreviverão, mas nunca formarão as estrelas que poderiam ter. Para os astrônomos, esta é uma visão direta rara de um processo que provavelmente moldou muitas galáxias no início do universo. É um lembrete de que até mesmo pequenos atores podem deixar uma grande marca no cosmos.

Fonte: NASA

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