Saltar para o conteúdo

Robô vestível ajuda crianças com doença muscular a ficar de pé sozinhas

Um robô vestível está ajudando crianças com uma doença neuromuscular grave a ganhar força suficiente nos joelhos para ficar de pé. O dispositivo, testado nos Estados Unidos, tem como alvo crianças com atrofia muscular espinhal...

Um robô vestível está ajudando crianças com uma doença neuromuscular grave a ganhar força suficiente nos joelhos para ficar de pé. O dispositivo, testado nos Estados Unidos, tem como alvo crianças com atrofia muscular espinhal, uma condição genética que enfraquece progressivamente os músculos e muitas vezes deixa as crianças incapazes de andar ou ficar de pé sem apoio.

Um robô que treina os joelhos, não apenas os apoia

O dispositivo é usado nas pernas e funciona auxiliando as articulações dos joelhos durante o movimento. Diferente de uma órtese passiva, este robô ajuda ativamente as crianças a estender e estabilizar os joelhos, permitindo que pratiquem ficar de pé e andar de forma mais natural. Com o tempo, a assistência repetida ajuda a construir força muscular e coordenação. Os pesquisadores projetaram o robô especificamente para crianças cuja condição torna difícil ou impossível ficar de pé sozinhas.

Por que famílias e médicos prestaram atenção

A atrofia muscular espinhal afeta cerca de um em cada 10 mil recém-nascidos no mundo. Nos Estados Unidos, onde o estudo foi realizado, famílias e clínicos há muito buscam maneiras de melhorar a mobilidade e a independência das crianças afetadas. Os tratamentos existentes incluem medicação e fisioterapia, mas muitas crianças ainda enfrentam dificuldades com tarefas básicas como ficar de pé. O robô oferece uma nova ferramenta que pode complementar esses tratamentos. Pais envolvidos no teste relataram que seus filhos ganharam confiança e conseguiram ficar de pé por períodos mais longos com o dispositivo.

Como o estudo funcionou e o que descobriu

Os pesquisadores testaram o robô em um pequeno grupo de crianças com atrofia muscular espinhal. Cada criança usou o dispositivo durante sessões supervisionadas ao longo de várias semanas. A equipe mediu mudanças na força dos joelhos, tempo em pé e mobilidade geral. Os resultados mostraram melhorias mensuráveis na força de extensão dos joelhos e na capacidade de ficar de pé sem assistência por curtos períodos. Nenhum efeito colateral grave foi relatado. O estudo foi publicado em um periódico revisado por pares e chamou a atenção de neurologistas pediátricos e especialistas em reabilitação.

Este robô não cura a atrofia muscular espinhal. Mas dá às crianças uma maneira de usar ativamente seus músculos em um ambiente apoiado, o que pode retardar a perda de função e melhorar a qualidade de vida. Para famílias que veem seus filhos lutando para ficar de pé, essa diferença importa.

Fonte: Nature News

Resumo Diário

As 5 histórias mais interessantes, todas as manhãs. Grátis.