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🇮🇳 Índia Só na Terra 2 min

Templos indianos recorrem a elefantes robôs para substituir animais vivos

Alguns templos na Índia estão agora usando elefantes robôs em tamanho real em cerimônias religiosas, substituindo os animais vivos que são centrais nos rituais hindus há séculos. Os elefantes mecânicos, que podem mover a cabeça...

Alguns templos na Índia estão agora usando elefantes robôs em tamanho real em cerimônias religiosas, substituindo os animais vivos que são centrais nos rituais hindus há séculos. Os elefantes mecânicos, que podem mover a cabeça, as orelhas e a tromba, atraíram grandes multidões de devotos curiosos. Mas a mudança também gerou controvérsia entre tradicionalistas que argumentam que nada pode substituir uma criatura viva em ritos sagrados.

Um paquiderme mecânico que se curva e abençoa

Os elefantes robôs são construídos com uma estrutura de aço e cobertos com uma pele sintética que imita a textura e a cor de um elefante real. Eles são projetados para realizar gestos como levantar a tromba em bênção ou se curvar durante as cerimônias. Um desses elefantes, chamado Irumban, foi apresentado no Templo Sree Krishna, na cidade de Guruvayur, no estado sulista de Kerala. O templo usava anteriormente um elefante vivo chamado Keshavan, que morreu em 2020. Irumban foi construído por uma oficina local e custou cerca de 1,5 milhão de rúpias, ou aproximadamente 18 mil dólares.

Por que alguns templos estão fazendo a troca

Grupos de defesa dos animais há muito protestam contra o uso de elefantes vivos em templos, citando condições de vida apertadas, correntes e o estresse de festivais barulhentos. Em resposta, algumas autoridades de templos começaram a explorar alternativas. Os elefantes robôs não precisam de comida, água ou descanso, e nunca ficam agressivos ou cansados. Os devotos podem se aproximar deles com segurança, e as máquinas podem ser usadas repetidamente sem as preocupações éticas ligadas à captividade animal. A medida foi elogiada por organizações de bem-estar animal, que a veem como um passo para acabar com a exploração de elefantes em ambientes religiosos.

Reações mistas de fiéis e sacerdotes

Nem todos estão satisfeitos. Alguns sacerdotes e devotos mais velhos dizem que os elefantes robôs não têm a presença espiritual de um animal vivo. Eles argumentam que o vínculo entre um elefante de templo e seu mahout, ou tratador, é uma parte insubstituível da tradição. Outros temem que as máquinas possam eventualmente substituir todos os elefantes de templo, deixando mahouts desempregados e apagando uma prática cultural que dura gerações. Ainda assim, os fiéis mais jovens mostraram entusiasmo pela tecnologia, e alguns templos relataram um aumento no número de visitantes desde a introdução dos elefantes robôs.

Uma revolução silenciosa em espaços sagrados

A introdução de elefantes robôs em templos indianos reflete uma tensão mais ampla entre preservar a tradição e se adaptar aos padrões éticos modernos. Embora as máquinas não possam suar, comer ou criar laços com humanos, elas também não sofrem. Por enquanto, o debate continua nos pátios dos templos e praças de vilarejos em Kerala. Mas o fato de um elefante mecânico poder atrair uma multidão e realizar uma bênção sugere que mesmo os rituais mais antigos não estão imunes à mudança.

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