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Primeira avaliação de risco de plantas na Antártida alerta para musgo raro

Um musgo raro na Antártida está mais vulnerável do que os cientistas imaginavam. A primeira avaliação formal de risco de plantas já realizada no continente descobriu que essa única espécie enfrenta pressão crescente das mudanças...

Um musgo raro na Antártida está mais vulnerável do que os cientistas imaginavam. A primeira avaliação formal de risco de plantas já realizada no continente descobriu que essa única espécie enfrenta pressão crescente das mudanças climáticas e da chegada de plantas não nativas.

Um musgo solitário sob o microscópio

Pesquisadores avaliaram o risco de extinção de uma espécie de musgo encontrada apenas na Antártida. A avaliação focou em um tipo de musgo que cresce em manchas espalhadas por áreas livres de gelo do continente. Essas manchas são pequenas e isoladas. O musgo depende de condições específicas que estão se tornando mais difíceis de encontrar à medida que as temperaturas sobem.

Por que pesquisadores locais notaram

O estudo foi liderado por cientistas do British Antarctic Survey e de outras instituições. Eles reuniram dados sobre onde o musgo cresce, como se reproduz e quais ameaças enfrenta. A equipe descobriu que o aquecimento das temperaturas está secando o habitat do musgo. Ao mesmo tempo, plantas não nativas trazidas por visitantes humanos estão começando a aparecer nas mesmas áreas. Essas recém-chegadas competem por espaço e umidade.

Pessoas que trabalham em estações de pesquisa na Antártida têm observado essas mudanças em primeira mão. O musgo é uma das poucas plantas que conseguem sobreviver ao ambiente hostil do continente. Perdê-lo significaria perder uma espécie que não existe em nenhum outro lugar da Terra.

O que a avaliação de risco revelou

A avaliação colocou o musgo em uma categoria de ameaça. Ainda não está criticamente ameaçado, mas a combinação de perda de habitat e competição com espécies invasoras coloca a espécie em risco sério. Os cientistas notaram que o musgo cresce muito lentamente. A recuperação de danos pode levar décadas ou mais.

Esta foi a primeira vez que alguém aplicou um método padrão de avaliação de risco de plantas a uma espécie antártica. O processo destacou lacunas no conhecimento. Os pesquisadores não sabem exatamente quantas manchas desse musgo restam nem com que rapidez elas estão diminuindo.

Um alerta silencioso para um continente congelado

A avaliação não pede ações específicas. Ela fornece uma base de referência. Estudos futuros poderão comparar as condições com este primeiro retrato. Por enquanto, o musgo permanece no lugar, crescendo milímetro por milímetro no chão frio. Seu destino depende da velocidade com que o continente aquece e de como as pessoas gerenciam a propagação de plantas estrangeiras.

Fonte: Mongabay

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