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Europa assina primeiros contratos para ampliar concorrência de foguetes

A Agência Espacial Europeia assinou os primeiros contratos do seu Desafio de Lançadores Europeus, um programa criado para ampliar as opções de lançamento de foguetes no continente e tornar o acesso ao espaço mais resiliente. Os...

A Agência Espacial Europeia assinou os primeiros contratos do seu Desafio de Lançadores Europeus, um programa criado para ampliar as opções de lançamento de foguetes no continente e tornar o acesso ao espaço mais resiliente. Os acordos, anunciados em 27 de agosto de 2026, dão a três empresas privadas acesso ao financiamento da ESA conforme elas atingem marcos de desenvolvimento, após uma revisão completa de seus planos técnicos e financeiros.

Três Empresas, Três Foguetes, Um Objetivo

A Rocket Factory Augsburg, com sede na Alemanha, está desenvolvendo o RFA One, um veículo orbital de três estágios com cerca de 30 metros de altura. Ele será lançado de uma plataforma da SaxaVord no Reino Unido e tem como objetivo levar até 500 quilos a uma órbita síncrona com o sol. O contrato vale 186,9 milhões de euros, financiado principalmente pela Alemanha com contribuição do Reino Unido.

A empresa espanhola PLD Space voou seu demonstrador tecnológico Miura 1 em 2023 e agora está construindo o lançador maior Miura 5. Esse foguete será lançado do Porto Espacial Europeu na Guiana Francesa e pode entregar até 540 quilos a uma órbita síncrona com o sol. O contrato da PLD Space totaliza 158,9 milhões de euros, principalmente da Espanha com apoio alemão.

A Isar Aerospace, também alemã, está trabalhando no lançador Spectrum, que voou pela primeira vez por 30 segundos em 2025 a partir do Porto Espacial de Andøya na Noruega. O foguete de dois estágios tem 28 metros de altura e visa cargas úteis de até 1.000 quilos em órbita baixa da Terra. Seu segundo veículo Spectrum está se preparando para um voo de qualificação com cargas úteis. O contrato é de 197,8 milhões de euros, financiado pela Alemanha com contribuições da Áustria e Noruega.

Por Que Isso Importa para o Futuro Espacial da Europa

Por anos, a Europa dependeu de um conjunto limitado de provedores de lançamento, o que cria vulnerabilidade se um sistema falhar ou atrasar. O Desafio de Lançadores Europeus visa mudar isso apoiando vários novos foguetes comerciais. Comunidades locais na Alemanha, Espanha, Reino Unido e Noruega estão diretamente envolvidas, pois essas empresas constroem plataformas de lançamento e criam empregos de alta tecnologia em suas regiões.

Os contratos são estruturados para que as empresas recebam fundos somente quando atingirem marcos acordados, garantindo que o dinheiro público esteja vinculado a progresso real. O conselho de avaliação da ESA examinou a saúde financeira, abordagem técnica e trajetória de desenvolvimento de cada empresa antes de assinar.

Com esses primeiros acordos em vigor, a Europa está avançando para um futuro onde vários serviços de lançamento independentes competem e se complementam. O sucesso desses desafiadores determinará se o continente conseguirá manter acesso confiável e soberano ao espaço na próxima década.

Fonte: ESA

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