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🌍 Ruanda Grandes Avanços 2 min

Mulheres ruandesas com amputações encontram força no campo de futebol

Em Ruanda, um número crescente de mulheres com amputações está jogando futebol competitivo, um esporte que antes parecia inacessível para elas. As mulheres treinam e competem usando muletas, utilizando a parte superior do corpo...

Em Ruanda, um número crescente de mulheres com amputações está jogando futebol competitivo, um esporte que antes parecia inacessível para elas. As mulheres treinam e competem usando muletas, utilizando a parte superior do corpo para controlar a bola e marcar gols. Para muitas, é a primeira vez que se sentem totalmente incluídas em um esporte coletivo.

Uma liga construída por jogadoras que se recusaram a ficar de fora

O movimento de futebol feminino para amputados em Ruanda começou quando um grupo de mulheres amputadas decidiu que queria jogar, não apenas assistir. Elas formaram times e começaram a treinar em campos dentro e ao redor de Kigali. O esporte segue regras modificadas para acomodar jogadoras que usam muletas ou próteses. As partidas são disputadas em campos menores, e as jogadoras não podem usar suas próteses para chutar a bola. O jogo depende de velocidade, equilíbrio e força na parte superior do corpo.

Clubes locais surgiram, e a Federação Ruandesa de Futebol para Amputados agora apoia divisões masculinas e femininas. A liga feminina inclui times de vários distritos, e as partidas atraem multidões de vizinhos, familiares e espectadores curiosos. Para muitos ruandeses, ver mulheres com amputações correndo pelo campo com muletas desafia suposições antigas sobre deficiência.

Por que isso é importante para a comunidade

Para as jogadoras, o esporte oferece mais do que exercício. Muitas perderam membros em acidentes, durante o genocídio de 1994 ou por infecções não tratadas. Antes da existência da liga, elas frequentemente ficavam em casa, isoladas e dependentes de parentes. O futebol deu a elas um motivo para sair de casa, uma rede de amigas que compartilham suas experiências e um novo senso de propósito.

As famílias notaram a mudança. Pais e irmãos dizem que as jogadoras estão mais confiantes, mais independentes e mais dispostas a falar em público. As partidas também educam os espectadores. Quando uma mulher com muletas marca um gol, a torcida vibra não por pena, mas pela sua habilidade. Essa mudança de percepção é algo que as jogadoras dizem importar tanto quanto vencer.

A federação espera expandir a liga e eventualmente enviar uma equipe feminina ruandesa de futebol para amputados para competições internacionais. Por enquanto, as jogadoras estão focadas nos treinos semanais e na próxima partida. Elas estão provando que o futebol pertence a todos, independentemente de como se movem.

Fonte: Africanews

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