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NASA planeja usar partículas movidas a luz para explorar a 'ignorosfera' da Terra

A NASA está desenvolvendo uma frota de minúsculas partículas movidas a luz para explorar uma faixa da atmosfera tão difícil de alcançar que os cientistas a chamam de ignorosfera. Essas partículas, chamadas traçadores...

A NASA está desenvolvendo uma frota de minúsculas partículas movidas a luz para explorar uma faixa da atmosfera tão difícil de alcançar que os cientistas a chamam de ignorosfera. Essas partículas, chamadas traçadores fotoforéticos, flutuariam em altitudes entre 30 e 100 quilômetros usando apenas o empurrão da luz solar. Sem combustível, sem motores, apenas luz.

Uma zona que balões e satélites perdem

A ignorosfera fica em um meio termo frustrante. Balões não conseguem subir o suficiente para alcançá-la. Satélites não conseguem voar baixo o suficiente para ficar lá. Essa lacuna, aproximadamente 30 a 100 quilômetros acima da Terra, permaneceu em grande parte não medida. Os cientistas sabem menos sobre essa região do que sobre partes do oceano profundo. Os traçadores fotoforéticos visam mudar isso, flutuando por essa zona e coletando dados sobre temperatura, pressão e composição química.

Como as partículas andam na luz

O conceito depende de um fenômeno chamado fotoforese. Quando a luz atinge um lado de uma partícula especialmente projetada, ela aquece esse lado de forma desigual. Moléculas de gás saltam do lado mais quente mais rápido do que do lado mais frio, criando um pequeno empurrão. Ao ajustar a forma, o tamanho e o material da partícula, os pesquisadores podem fazê-la subir, descer ou pairar em uma altitude alvo. As partículas seriam liberadas de um balão de alta altitude e então manobradas usando apenas a luz solar. Elas poderiam ficar no ar por dias ou semanas, cobrindo centenas de quilômetros.

Por que cientistas locais estão prestando atenção

O projeto é liderado pelo Dr. Igor Bargatin, da Universidade da Pensilvânia, e financiado pelo programa Innovative Advanced Concepts da NASA. Para pesquisadores que estudam clima, tempo e química atmosférica, essa região é um ponto cego. Entendê-la poderia melhorar modelos de como a energia se move pela atmosfera e como poluentes viajam entre continentes. As partículas também poderiam servir como sensores distribuídos durante erupções vulcânicas ou grandes tempestades, fornecendo dados de lugares onde nenhuma aeronave ou balão pode ir com segurança.

Uma nova maneira de ver o invisível

Se a tecnologia funcionar, ela dará aos cientistas uma ferramenta para observar uma parte do planeta que tem sido efetivamente invisível. A ignorosfera pode não permanecer ignorada por muito mais tempo. Essas partículas que andam na luz oferecem uma maneira de finalmente preencher a camada que falta na atmosfera da Terra, não com máquinas maiores, mas com outras menores e mais inteligentes que viajam apenas com luz solar.

Fonte: NASA

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