Os oceanos do mundo acabam de atingir a temperatura mais alta já registrada, e um El Nino 'super' está se formando no Pacífico. A nova marca, registrada por cientistas nos Estados Unidos, sinaliza que o motor de calor do planeta está operando em um nível sem precedentes. A combinação de um oceano recorde em calor e um El Nino em fortalecimento pode remodelar os padrões climáticos em todo o globo.
Um Pacífico febril estabelece um novo recorde
Em 1º de abril, a temperatura média da superfície do mar atingiu 21,1 graus Celsius, segundo dados da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA. Essa leitura, a mais alta desde o início do monitoramento por satélite em 1981, superou o recorde anterior estabelecido em março de 2016. A medição cobre todos os oceanos livres de gelo, e o pico é mais pronunciado no Pacífico, onde as condições de El Nino estão se formando.
O que um El Nino 'super' significa para o planeta
O Centro de Previsão Climática dos EUA declarou que as condições de El Nino estão presentes, e alguns modelos sugerem que ele pode se tornar um evento 'super', semelhante ao poderoso de 2015-2016. Durante tais eventos, o Oceano Pacífico libera grandes quantidades de calor na atmosfera, frequentemente levando a condições climáticas extremas. Os cientistas estão observando de perto porque o calor oceânico atual pode amplificar os efeitos, potencialmente trazendo chuvas mais fortes para algumas regiões e secas para outras.
Comunidades locais em áreas costeiras já estão sentindo o impacto. Pescadores no Peru e no Equador relataram águas mais quentes e mudanças nos estoques de peixes, enquanto moradores da Indonésia e da Austrália se preparam para condições mais secas. O calor oceânico recorde não é apenas um número; afeta meios de subsistência, segurança alimentar e a frequência de tempestades. Para as pessoas que dependem do mar, o aquecimento é uma ameaça direta e imediata.
A importância deste recorde vai além de uma única estatística. Mostra quanto calor o oceano absorveu, e esse calor não desaparece rapidamente. À medida que o El Nino se desenvolve, o mundo provavelmente verá mais recordes de temperatura cair, e os efeitos serão sentidos dos trópicos aos polos. O oceano é o maior reservatório de calor do planeta, e quando ele esquenta, a atmosfera segue.