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🇨🇳 China Descobertas Selvagens 2 min

Estudo surpreendente: árvores de Pequim emitem poluição de ozônio

As árvores em Pequim não são apenas vítimas da notória poluição do ar da cidade. Elas também são contribuintes, de acordo com um novo estudo de cientistas chineses que descobriu que a vegetação urbana está ativamente produzindo...

As árvores em Pequim não são apenas vítimas da notória poluição do ar da cidade. Elas também são contribuintes, de acordo com um novo estudo de cientistas chineses que descobriu que a vegetação urbana está ativamente produzindo poluição de ozônio.

A pesquisa, publicada por uma equipe na China, revela que certas espécies de árvores liberam compostos que reagem com poluentes do tráfego e da indústria para formar ozônio ao nível do solo. Isso significa que as próprias plantas plantadas para limpar o ar podem estar contribuindo para um dos problemas mais persistentes.

A química oculta das florestas urbanas

Os cientistas mediram as emissões de espécies comuns de árvores de Pequim e rastrearam como esses produtos químicos interagiam com os óxidos de nitrogênio da cidade. O resultado foi um aumento significativo na formação de ozônio, especialmente em dias quentes e ensolarados, quando as árvores estão mais ativas.

O estudo focou nas reações complexas entre compostos orgânicos voláteis biogênicos, ou COVs, emitidos pelas folhas e os poluentes feitos pelo homem que cobrem a capital. O ozônio, ao contrário do material particulado, não é emitido diretamente, mas se forma quando esses ingredientes se misturam na luz solar.

Por que os moradores devem prestar atenção

Para os residentes de Pequim, o ozônio é um perigo familiar no verão. Ele pode desencadear asma, reduzir a função pulmonar e danificar as plantações. A nova descoberta complica os esforços para controlá-lo, porque plantar mais árvores, uma medida política popular, pode inadvertidamente piorar o problema em certas condições.

Os pesquisadores enfatizaram que nem todas as árvores são iguais. Algumas espécies liberam muito mais compostos reativos do que outras, sugerindo que a seleção de árvores pode ser uma ferramenta para gerenciar os níveis de ozônio. O estudo não pede o corte de florestas, mas insta os planejadores urbanos a pensar cuidadosamente sobre o que plantar e onde.

A descoberta adiciona uma nova camada ao quebra-cabeça da qualidade do ar urbano. Mostra que até os elementos mais naturais de uma cidade podem desempenhar um papel inesperado na química do seu ar, e que resolver a poluição requer olhar para o sistema como um todo, não apenas para as fontes óbvias.

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