Um homem na China comprou um apartamento no 34º andar de um prédio que só tem 32 andares. Ele não recebeu nenhuma compensação da construtora.
O comprador, de sobrenome Li, adquiriu o imóvel em uma torre residencial em uma cidade chinesa não identificada. O prédio foi anunciado como tendo 34 andares, mas foi construído com apenas 32. O apartamento de Li, que ele pagou integralmente, não existe.
Um andar fantasma que custou dinheiro de verdade
Li assinou um contrato de compra para uma unidade no 34º andar. A construtora, cujo nome não foi divulgado, vendeu apartamentos em andares que nunca foram construídos. Li só descobriu a discrepância depois que o prédio foi concluído e ele foi inspecionar sua propriedade.
As autoridades locais confirmaram que o prédio tem 32 andares. A construtora não construiu os dois andares superiores que foram anunciados e vendidos. Li não recebeu reembolso nem qualquer forma de compensação.
Por que os andares faltantes importam para os moradores
Na China, compradores de apartamentos frequentemente adquirem unidades anos antes da conclusão da obra. Eles confiam em plantas baixas e materiais de marketing. Quando uma construtora vende um apartamento em um andar que não existe, o comprador fica sem imóvel e sem recurso legal, a menos que processe a construtora.
O caso de Li chamou atenção porque destaca uma lacuna na proteção ao consumidor. Compradores no superaquecido mercado imobiliário chinês às vezes assinam contratos para apartamentos que nunca são construídos. A construtora neste caso não se ofereceu para devolver o dinheiro de Li.
Um prédio sem topo
O prédio está de pé como foi construído, com 32 andares. O 33º e o 34º andares nunca foram adicionados. O apartamento de Li, que ele acreditava estar no 34º andar, é um vazio. A construtora não explicou por que os andares foram omitidos ou por que foram vendidos.
A mídia local informou que Li está buscando aconselhamento jurídico. Ele pode entrar com uma ação judicial contra a construtora. Outros compradores no mesmo prédio também podem ser afetados.
O caso mostra como um simples erro de numeração pode custar tudo a um proprietário. Em um mercado onde a confiança nas construtoras já é frágil, um andar fantasma é uma lição dura.