Saltar para o conteúdo

Parcerias entre animais e micróbios são anteriores à vida complexa

As parcerias mais antigas conhecidas entre animais e micróbios podem ser muito mais antigas que os próprios animais. Novas pesquisas sugerem que essas alianças já prosperavam antes do surgimento de formas de vida complexas, o que...

As parcerias mais antigas conhecidas entre animais e micróbios podem ser muito mais antigas que os próprios animais. Novas pesquisas sugerem que essas alianças já prosperavam antes do surgimento de formas de vida complexas, o que significa que a cola biológica que mantém muitos ecossistemas modernos unidos foi forjada em um mundo sem animais.

Um registro fóssil reescrito pela química

Cientistas nos Estados Unidos estudaram rochas e fósseis antigos para rastrear quando os animais começaram a viver em associação próxima com micróbios. Eles encontraram evidências químicas e estruturais dessas parcerias em rochas que antecedem os fósseis de animais mais antigos conhecidos. Os micróbios não estavam apenas por perto, estavam embutidos na própria estrutura dos organismos com os quais viviam.

Isso empurra a origem da simbiose para um tempo antes da explosão cambriana, o período em que a maioria dos grandes grupos de animais aparece pela primeira vez no registro fóssil. As descobertas sugerem que a capacidade de hospedar micróbios não foi uma inovação de animais complexos, mas uma característica herdada de ancestrais muito mais simples.

O que isso significa para a árvore da vida

A descoberta muda como os pesquisadores entendem a evolução inicial da vida na Terra. Por décadas, a suposição era que os animais desenvolveram parcerias com micróbios à medida que se tornavam mais complexos. Este estudo inverte essa ideia, mostrando que a parceria veio primeiro e a complexidade veio depois.

Pesquisadores locais nos Estados Unidos, onde o estudo foi conduzido, agora estão repensando como interpretam fósseis antigos. As assinaturas químicas que eles usavam para identificar animais primitivos podem, na verdade, apontar para comunidades microbianas vivendo dentro deles. Isso pode significar que alguns dos fósseis de animais mais antigos conhecidos não são animais de forma alguma, mas organismos compostos feitos de hospedeiro e micróbio.

Uma nova lente sobre a vida antiga

As implicações vão além da paleontologia. Entender como essas parcerias primitivas funcionavam pode ajudar os cientistas a compreender como os animais modernos, incluindo humanos, mantêm suas próprias relações com bactérias e outros micróbios. O estudo oferece um vislumbre raro dos arranjos biológicos que tornaram a vida complexa possível, e sugere que a cooperação, não apenas a competição, tem sido uma força motriz desde o início.

Ao mostrar que a simbiose entre animais e micróbios precede os próprios animais, a pesquisa ressalta uma verdade simples: a vida na Terra sempre foi interconectada. As parcerias que vemos hoje não são invenções recentes, são heranças antigas que moldaram o curso da evolução por mais de meio bilhão de anos.

Fonte: Nature News

Resumo Diário

As 5 histórias mais interessantes, todas as manhãs. Grátis.