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Vértebras perdidas de megalodonte confirmam tubarão gigante de 24 metros

Um conjunto de vértebras de megalodonte que desapareceu por mais de um século ressurgiu na Bélgica, finalmente confirmando que o tubarão pré-histórico podia atingir 24 metros de comprimento. Os fósseis, originalmente...

Um conjunto de vértebras de megalodonte que desapareceu por mais de um século ressurgiu na Bélgica, finalmente confirmando que o tubarão pré-histórico podia atingir 24 metros de comprimento. Os fósseis, originalmente desenterrados na década de 1860, eram dados como perdidos até que pesquisadores os localizaram em uma coleção de museu que havia sido movida e esquecida.

Mistério de um século resolvido em um museu belga

As vértebras pertencem a um espécime descoberto pela primeira vez em Antuérpia, Bélgica, na década de 1860. Por décadas, cientistas debateram o tamanho real do megalodonte, o gigantesco tubarão pré-histórico que viveu há milhões de anos. Algumas estimativas o colocavam em cerca de 15 metros, enquanto outras argumentavam que ele podia ser muito maior. Os ossos perdidos guardavam a resposta. Pesquisadores do Instituto Real Belga de Ciências Naturais localizaram as vértebras nas próprias coleções do instituto. Os fósseis haviam sido guardados durante uma mudança do museu e não foram catalogados adequadamente, ficando efetivamente perdidos para a ciência por mais de 100 anos.

Como 141 vértebras somaram um predador de 24 metros

Quando a equipe examinou as vértebras redescobertas, encontrou 141 ossos individuais em condição notável. Medindo o tamanho e o espaçamento das vértebras, os cientistas puderam calcular o comprimento total do tubarão com muito mais precisão do que as estimativas anteriores permitiam. A matemática apontou para um tubarão com cerca de 24 metros de comprimento, mais ou menos o tamanho de uma pista de boliche. Isso corresponde ao limite superior do que alguns paleontólogos suspeitavam, mas nunca conseguiram provar. A descoberta também ajuda a esclarecer como o megalodonte crescia e se movia pelos oceanos antigos. As vértebras mostram sinais de crescimento rápido durante os primeiros anos do tubarão, um padrão observado em alguns tubarões grandes modernos.

Por que os moradores de Antuérpia ainda se importam com um tubarão pré-histórico

Antuérpia tem uma longa história de caça a fósseis. A cidade fica sobre depósitos antigos do fundo do mar que renderam alguns dos restos de megalodonte mais bem preservados da Europa. Entusiastas locais de história natural mantiveram o interesse vivo por gerações, e a redescoberta das vértebras perdidas atraiu nova atenção para o patrimônio paleontológico da região. O Instituto Real Belga planeja colocar as vértebras em exibição pública ainda este ano, dando às pessoas a chance de ver os ossos que resolveram um debate científico que começou antes mesmo de seus bisavós nascerem.

Para os paleontólogos, a descoberta encerra um capítulo frustrante. As vértebras foram descritas em um artigo do século XIX, mas depois desapareceram do registro científico. Seu retorno confirma que os maiores espécimes de megalodonte eram realmente tão grandes quanto as estimativas mais ambiciosas sugeriam. Os ossos em si não opinam sobre o que o tubarão comia ou como vivia. Eles simplesmente dizem, com certeza matemática, que um predador de 24 metros nadou onde hoje fica a Bélgica.

Fonte: Phys.org

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