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Chip chinês imita cérebro e é 478 vezes mais rápido que Nvidia A100

Um novo chip criado por cientistas chineses processa dados até 478 vezes mais rápido que a GPU Nvidia A100, um dos processadores gráficos comerciais mais potentes do mercado. O chip não depende da lógica tradicional de...

Um novo chip criado por cientistas chineses processa dados até 478 vezes mais rápido que a GPU Nvidia A100, um dos processadores gráficos comerciais mais potentes do mercado. O chip não depende da lógica tradicional de transistores. Em vez disso, imita o funcionamento de um cérebro biológico, usando luz e sinais elétricos juntos.

Um chip que pensa como cérebro, não como computador

O dispositivo é um chip neuromórfico fotônico. Ele combina fotônica, que usa luz para transportar informação, com circuitos eletrônicos que se comportam como neurônios e sinapses. A equipe por trás dele trabalha na Universidade Tsinghua, em Pequim, na China. Eles publicaram os resultados em um periódico revisado por pares. O chip foi projetado para lidar com tarefas de inteligência artificial, como reconhecimento de imagem e classificação de dados, com muito menos energia que o hardware tradicional.

Por que velocidade e eficiência importam para IA

Em testes, o chip completou certas tarefas de IA até 478 vezes mais rápido que uma GPU Nvidia A100. Ele também usou drasticamente menos energia. Para um benchmark, o chip consumiu cerca de um quatro milésimo da energia que a GPU precisava. Esse tipo de eficiência pode mudar como grandes modelos de IA são implantados, especialmente em ambientes onde a eletricidade é limitada ou cara.

O que aconteceu e quem está envolvido

A pesquisa foi liderada pelo professor Dai Qionghai e sua equipe na Universidade Tsinghua. Eles construíram um chip que usa uma rede de componentes ópticos para realizar cálculos na velocidade da luz, enquanto circuitos eletrônicos cuidam da memória e do controle. O chip foi testado em tarefas como reconhecimento de dígitos manuscritos e classificação de imagens. Ele alcançou alta precisão enquanto rodava mais rápido e mais frio que chips exclusivamente eletrônicos.

Cientistas e engenheiros locais na China acompanharam esse trabalho de perto. O país investiu pesado em pesquisa de semicondutores, e a computação neuromórfica é vista como uma forma de contornar alguns limites da fabricação tradicional de chips. Para quem trabalha com IA, este chip representa um caminho possível para hardware que não depende da arquitetura dominante da Nvidia.

O que isso significa para o futuro da computação

O chip da Tsinghua ainda não é um produto comercial. Ele continua sendo um protótipo de laboratório. Mas os resultados sugerem que a computação fotônica inspirada no cérebro pode superar a eletrônica convencional em tarefas específicas. Se a tecnologia escalar, pode remodelar como data centers e dispositivos de borda lidam com cargas de trabalho de IA. O chip mostra que o próximo salto na computação pode não vir de encolher ainda mais os transistores, mas de projetar hardware que funciona mais como o cérebro humano.

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