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Correntes submarinas que destroem cabos são muito mais comuns do que cientistas pensavam

Cientistas na China descobriram que poderosas correntes submarinas, capazes de romper ou enterrar cabos de águas profundas, estão ocorrendo com muito mais frequência do que se imaginava. A descoberta derruba suposições antigas...

Cientistas na China descobriram que poderosas correntes submarinas, capazes de romper ou enterrar cabos de águas profundas, estão ocorrendo com muito mais frequência do que se imaginava. A descoberta derruba suposições antigas sobre a estabilidade do fundo do oceano e a segurança da internet global.

Uma ameaça oculta sob as ondas

Pesquisadores da Academia Chinesa de Ciências analisaram dados de instrumentos colocados no leito marinho do Mar da China Meridional. Eles descobriram que supercorrentes, fluxos de água de movimento rápido próximos ao fundo do oceano, ocorrem com uma frequência surpreendente. Essas correntes podem deslocar sedimentos, expor cabos ou rompê-los completamente. A equipe relatou que tais eventos não são anomalias raras, mas ocorrências regulares em certas regiões.

Por que isso importa para a internet mundial

Mais de 95 por cento do tráfego global de dados viaja por cabos submarinos. Esses cabos são a espinha dorsal física da internet, conectando continentes e transportando desde transações financeiras até chamadas de vídeo. Se um cabo for danificado por uma supercorrente, pode interromper as comunicações de milhões de pessoas. Reparar um cabo em águas profundas é caro e lento, muitas vezes exigindo navios especializados e semanas de trabalho.

O estudo focou no Mar da China Meridional, uma região densa em cabos submarinos. Autoridades locais e empresas de telecomunicações na China há muito se preocupam com rupturas de cabos. Os novos dados sugerem que o risco é maior do que o modelado anteriormente. Os cientistas usaram instrumentos acústicos e medidores de corrente colocados no fundo do mar para rastrear a velocidade e a frequência desses fluxos ao longo do tempo.

Um alerta para planejadores de cabos

A pesquisa indica que as rotas dos cabos podem precisar ser reavaliadas. Áreas antes consideradas seguras podem ser mais ativas do que se supunha. As descobertas também sugerem que as mudanças climáticas podem estar alterando os padrões de circulação oceânica, potencialmente tornando as supercorrentes ainda mais comuns. No entanto, o estudo não vinculou diretamente o aumento da frequência às mudanças climáticas.

Por enquanto, a mensagem é clara. O fundo do oceano não é um lugar quieto e estável. É dinâmico e às vezes violento. Engenheiros que instalam novos cabos precisarão de melhores dados para evitar as zonas mais perigosas. A rede global que corre sob o mar é mais vulnerável do que o mundo sabia.

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