Um pedaço de foguete descartado está prestes a colidir com a Lua, e a NASA, nos Estados Unidos, planeja observar o evento. A agência anunciou que tentará acompanhar o impacto lunar, uma rara oportunidade de estudar o que acontece quando detritos feitos por humanos atingem outro mundo.
O evento deve ocorrer no lado oculto da Lua, fora da visão direta da Terra. Mas a NASA usará espaçonaves já em órbita lunar para tentar capturar a colisão em tempo real.
O Movimento Final de um Pedaço de Foguete
O componente do foguete não é de uma missão da NASA. É uma peça de hardware deixada de um lançamento anterior, à deriva no espaço por anos antes que a gravidade da Lua o puxasse. A origem exata da peça não foi confirmada, mas espera-se que atinja a superfície lunar em alta velocidade.
Quando atingir, o impacto abrirá uma nova cratera e levantará uma nuvem de poeira e rochas. Esses detritos podem conter pistas sobre a composição da superfície lunar, por isso os cientistas estão ansiosos para observar o momento.
Olhos no Lado Oculto
O Lunar Reconnaissance Orbiter da NASA, que mapeia a Lua desde 2009, será reposicionado para obter uma melhor visão. O orbitador tentará capturar imagens e dados do local do impacto antes e depois da colisão. Outras espaçonaves na região também podem ser usadas para monitorar o evento.
O desafio é o timing. O orbitador precisa estar no lugar certo no momento certo, e o impacto deve acontecer exatamente como previsto. Mesmo um pequeno erro pode significar perder o espetáculo.
Por Que as Pessoas na Terra se Importam
Para as pessoas na Terra, a colisão é mais do que uma curiosidade cósmica. É um lembrete de que o espaço está ficando lotado. Pedaços de foguetes, satélites antigos e outros detritos são deixados em órbita, e às vezes caem em lugares inesperados. A Lua não tem atmosfera para queimar objetos que se aproximam, então qualquer coisa que caia lá atinge a superfície diretamente.
Este impacto será a primeira vez que os cientistas terão a chance de observar tal colisão de perto. Os dados podem ajudar futuras missões a evitar detritos semelhantes e entender melhor como a Lua responde a impactos.
A colisão deve acontecer em breve, e a NASA compartilhará os resultados após o evento. Por enquanto, a agência está preparando seus instrumentos e esperando por céus claros, ou pelo menos uma linha de visão clara da órbita lunar.
Quando a poeira assentar, literalmente, a Lua terá uma nova cicatriz. E os cientistas terão uma nova peça do quebra-cabeça sobre como nosso vizinho mais próximo muda ao longo do tempo.