Uma equipe de cientistas chineses construiu o primeiro chip de memória quântica super rápido do mundo, um dispositivo que armazena informações quânticas por mais de um segundo. Pode não parecer muito, mas no mundo quântico isso é uma eternidade. O chip, desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China em Hefei, pode finalmente tornar possíveis os computadores quânticos práticos.
Um chip de memória que funciona à temperatura ambiente
A maioria dos sistemas de memória quântica exige frio extremo, próximo do zero absoluto, para funcionar. Este novo chip funciona à temperatura ambiente. Ele usa um laser para escrever e ler dados em um cristal, armazenando bits quânticos, ou qubits, por até 1,2 segundos. Isso é mil vezes mais do que as memórias quânticas anteriores à temperatura ambiente. A equipe publicou seus resultados na revista Nature Photonics.
Por que pesquisadores locais e físicos globais estão prestando atenção
A descoberta aconteceu em Hefei, uma cidade no leste da China. O pesquisador principal, Professor Li Chuanfeng, disse que o chip pode ser integrado em redes de fibra óptica existentes. Isso significa que os computadores quânticos poderiam um dia se conectar à internet como os computadores comuns. Por enquanto, os computadores quânticos são máquinas isoladas que exigem sistemas de resfriamento massivos. Um chip de memória à temperatura ambiente remove uma das maiores barreiras para construir uma internet quântica.
O que isso significa para o futuro da computação
Os computadores quânticos prometem resolver problemas impossíveis para as máquinas atuais, desde o design de novos medicamentos até a quebra de códigos de criptografia. Mas eles têm sido limitados pela fragilidade dos estados quânticos. Qubits são facilmente perturbados por calor, luz ou vibração. Uma memória que consegue mantê-los estáveis por mais de um segundo, à temperatura ambiente, é um grande passo em direção a máquinas que podem realmente realizar trabalho útil. O chip da equipe chinesa ainda não está pronto para uso comercial, mas prova que uma memória quântica prática é possível.