Um tubarão fantasma com olhos enormes pode ser uma espécie totalmente nova, e cientistas o encontraram nadando no oceano profundo da costa da Costa Rica.
Pesquisadores dos Estados Unidos e da Costa Rica coletaram uma cápsula de ovo de tubarão fantasma e um jovem recém-eclodido durante uma expedição em 2022. O animal foi avistado perto da costa do Pacífico da Costa Rica, ao redor da Ilha do Coco e da cadeia de montanhas submarinas conhecida como Área de Gestão Marinha dos Montes Submarinos. A equipe incluiu cientistas do Pacific Shark Research Center, na Califórnia, e pesquisadores locais da Costa Rica.
Uma criatura do mar profundo que não se parece com nada mais
Tubarões fantasma não são realmente tubarões. Eles pertencem a um grupo de peixes chamado quimeras, que são parentes distantes de tubarões e raias. Vivem em águas profundas e escuras e têm esqueletos feitos de cartilagem, não de osso. Este espécime em particular se destacou por seus olhos excepcionalmente grandes, uma característica que sugere que ele é adaptado para a vida nas profundezas escuras do oceano. A própria cápsula de ovo também era incomum. Tinha uma forma e textura distintas que não correspondiam a nenhuma espécie conhecida de tubarão fantasma.
Por que cientistas locais prestaram muita atenção
A Costa Rica é conhecida por sua rica biodiversidade marinha, e as águas ao redor da Ilha do Coco são uma área protegida. Pesquisadores locais se importam com essa descoberta porque ela se soma à crescente lista de espécies encontradas em suas águas nacionais. A descoberta também destaca o quão pouco se sabe sobre os habitats do mar profundo que ficam logo ao largo da costa do país. Para biólogos marinhos costa-riquenhos, cada nova espécie ajuda a entender a saúde dos ecossistemas oceânicos que eles estão tentando proteger.
A equipe planeja estudar o DNA do jovem e da cápsula de ovo para confirmar se é uma nova espécie. Se confirmado, seria uma das poucas espécies de tubarão fantasma já documentadas no leste do Oceano Pacífico. A descoberta lembra aos leitores que, mesmo no século 21, o oceano profundo ainda guarda criaturas que a ciência nunca viu antes.