O Zimbábue agora detém o título de maior produtor de lítio da África após inaugurar sua primeira usina de processamento perto de Harare. A instalação marca uma mudança de exportar minério bruto para refinar o mineral em casa.
Uma nova usina muda o papel do país na cadeia global de suprimentos de lítio
A usina fica no distrito de Goromonzi, cerca de 30 quilômetros a sudeste da capital. Foi construída por uma empresa local, a Bikita Minerals, que é uma subsidiária da firma chinesa Sinomine Resource Group. A instalação pode processar 500 mil toneladas de minério de lítio por ano. Antes da abertura desta usina, o Zimbábue enviava a maior parte de seu minério de lítio para processamento no exterior, principalmente para a China.
Comunidades locais veem empregos e infraestrutura como principais benefícios
Para as pessoas que vivem perto de Goromonzi, a usina significa emprego. A empresa diz que contratou mais de 1.000 trabalhadores, a maioria deles de vilarejos vizinhos. Líderes locais pressionaram por mais empregos e melhores estradas, o que a construção da usina ajudou a proporcionar. O Zimbábue possui algumas das maiores reservas conhecidas de lítio na África, e o governo vem tentando atrair investimentos para processar minerais dentro do país, em vez de exportá-los brutos.
Por que isso é importante para o Zimbábue e o mercado global de baterias
O lítio é um ingrediente chave em baterias para veículos elétricos e eletrônicos. A demanda global aumentou drasticamente à medida que as montadoras migram para modelos elétricos. A capacidade do Zimbábue de processar lítio em casa lhe dá mais controle sobre os preços e reduz sua dependência de refinarias estrangeiras. A usina também posiciona o país para competir com outros produtores de lítio, como Austrália e Chile. Para os zimbabuanos, a usina representa um raro marco industrial em um país que enfrentou anos de dificuldades econômicas e falta de energia. O governo disse que planeja abrir mais instalações de processamento nos próximos anos.