Numa manhã tranquila de verão em 1908, um asteroide explodiu a 10 quilômetros de altura sobre uma remota floresta siberiana com a força de uma bomba de 3 a 5 megatons. Ele derrubou 60 milhões de árvores em 2.200 quilômetros quadrados. Nenhum humano morreu, mas a explosão ocorreu a apenas uma curta rotação da Terra de distância de atingir a Europa. Esse evento, conhecido como evento de Tunguska, é o motivo pelo qual as Nações Unidas agora reconhecem 30 de junho como o Dia do Asteroide, um dia global para educação pública sobre asteroides e defesa planetária.
O que a explosão de Tunguska deixou para trás
A explosão aconteceu perto do rio Podkamennaya Tunguska, numa província pouco povoada da Sibéria, Rússia. Testemunhas relataram uma iluminação estranha no céu noturno em toda a Europa. Ondas de pressão atmosférica e tremores sísmicos foram registrados tão longe quanto Londres. No local da explosão, investigadores encontraram uma "floresta telégrafo" de troncos de árvores mortos, mas eretos, no epicentro. Apesar da escala da destruição, levou mais de uma década para os cientistas alcançarem e estudarem a área. O dano, no entanto, era inconfundível: uma floresta inteira havia sido derrubada num padrão radial.
Como aprendemos que asteroides não são apenas rochas
Por décadas, os astrônomos consideravam os asteroides "pragas do céu" porque eles se arrastavam pelas fotografias de longa exposição. Essa visão mudou em 21 de outubro de 1991, quando a sonda Galileo da NASA passou a 1.600 quilômetros do asteroide Gaspra a caminho de Júpiter. As imagens revelaram um mundo de 12 quilômetros de largura com forma irregular, bordas afiadas e sulcos abundantes que sugeriam fraturas de colisões. Ele tinha uma abundância de pequenas crateras e evidências de deslizamentos de terra, apesar da gravidade extremamente baixa. Os asteroides revelaram-se mundos geológicos dinâmicos, não pedaços de rocha estáticos. A Galileo visitou mais tarde um segundo asteroide, Ida, em 1993, e descobriu que ele tinha sua própria lua, Dactyl. Hoje, os cientistas sabem que cerca de 15 por cento dos 1,4 milhão de asteroides conhecidos são binários, ou seja, têm uma, duas ou até três luas.
O primeiro pouso num asteroide
Em 12 de fevereiro de 2001, a sonda NEAR Shoemaker da NASA fez história ao pousar no asteroide Eros. Foi a primeira vez que um objeto feito pelo homem tocou um desses corpos antigos. A missão provou que as sondas espaciais podiam não apenas estudar asteroides da órbita, mas também sobreviver a uma descida controlada até suas superfícies. Esse sucesso abriu caminho para futuras missões de retorno de amostras e testes de defesa planetária.
Os asteroides são objetos remanescentes da criação do sistema solar. A maioria fica no Cinturão de Asteroides entre Marte e Júpiter, mas alguns cruzam a órbita da Terra. O evento de Tunguska continua sendo a maior detonação de asteroide testemunhada por humanos modernos. É um lembrete de que esses objetos não são apenas curiosidades científicas. Eles são reais, estão próximos e exigem atenção.